O Edifício Mirante do Vale, cujo nome de fachada hoje é Palácio W. Zarzur, é um arranha-céu de 170 metros e 51 andares no centro de São Paulo, de frente para o Viaduto Santa Ifigênia e para o Vale do Anhangabaú. Foi projetado e construído pelos engenheiros Waldomiro Zarzur e Aron Kogan, ficou pronto em 1966 e reinou como o prédio mais alto do Brasil por quase cinco décadas, até 2014. Como o mais alto da cidade de São Paulo, ficou no posto até 2022, quando o Platina 220, no Tatuapé, passou dois metros à frente.
Muita gente que mora em São Paulo não sabe que esse é o prédio. Aponta para o Edifício Itália ou para o Banespão (hoje Farol Santander) e erra. O engano tem explicação geográfica: o Mirante fica no fundo do vale, e quem olha do alto do Itália ou do Banespão enxerga a torre de cima para baixo.
Mirante do Vale em números
| Item | Dado |
|---|---|
| Nome atual | Condomínio Edifício Mirante do Vale, também chamado de Palácio W. Zarzur |
| Nome original | Palácio Zarzur & Kogan |
| Endereço | Avenida Prestes Maia, 241, Centro (entrada do Sampa Sky: Praça Pedro Lessa, 110) |
| Altura | 170 metros |
| Andares | 51 |
| Área construída | cerca de 75 mil m² |
| Obras | de 1959/1960 a 1966 |
| Projeto e construção | Waldomiro Zarzur e Aron Kogan |
| Estrutura | concreto armado |
| Elevadores | 12, mais 2 escadas rolantes |
| Portarias | 3 (Avenida Prestes Maia, Praça Pedro Lessa e Rua Brigadeiro Tobias) |
| Conjuntos comerciais | entre 1.026 e mais de 1.200, conforme a fonte |
| Recorde | mais alto do Brasil de 1966 a 2014; mais alto de São Paulo até 2022 |
| Uso hoje | escritórios, alguns apartamentos, hospedagem e o mirante Sampa Sky |
Onde fica e por que parece mais baixo do que é
O prédio ocupa uma quadra colada ao Viaduto Santa Ifigênia, na região do Anhangabaú. O Vale do Anhangabaú é justamente isso, um vale, e o terreno ali é o mais baixo do centro histórico. Some 170 metros de torre a um chão que já está lá embaixo e o resultado é um prédio que, visto do Terraço Itália ou do Farol Santander, parece menor do que o vizinho.
Quem quiser ver o Mirante inteiro precisa se afastar ou olhar de baixo. Do Viaduto do Chá, do Viaduto Santa Ifigênia ou da própria calçada do Vale, a escala aparece.
O Santa Ifigênia, aliás, é anterior ao prédio em meio século. Foi projetado pelos arquitetos italianos Giulio Michetti e Giuseppe Chiapori, teve as peças metálicas fabricadas na Bélgica e foi montado no local entre 1911 e 1913. Um viaduto delicado, de ferro, e uma torre maciça de concreto ao lado dele: essa vizinhança rendeu uma das polêmicas da obra, contada mais adiante.
Waldomiro Zarzur e Aron Kogan: quem ergueu o prédio
Waldomiro Zarzur nasceu em 1922, filho de um imigrante libanês que chegou a São Paulo por volta de 1910, e morreu em 2013. Estudou no Colégio Sírio-Brasileiro, aprendeu violino na infância e chegou a tocar no Teatro Municipal num concerto da escola. Desistiu da Poli porque o curso exigia dedicação integral e ele precisava trabalhar, e acabou formado em Engenharia Civil e Elétrica pelo Mackenzie.
A primeira obra, uma casa na Rua Afonso Brás, na Vila Nova Conceição, saiu quando ainda estudava, aos 21 anos, por encomenda de um tio. Em 1943 montou com quatro colegas a Construtora Mackenzie. Antes de se formar, associou-se a Aron Kogan, colega de faculdade, e nasceu a Construtora Zarzur & Kogan.
Kogan nasceu em 1924, era engenheiro-arquiteto e tinha um filho, Marcio Kogan, que se tornaria um dos arquitetos brasileiros mais conhecidos (o escritório dele é o Studio MK27). A trajetória de Aron terminou cedo. Segundo a Wikipédia, foi assassinado durante um roubo do próprio carro; o registro da Câmara Municipal de São Paulo diz apenas que ele morreu em maio de 1960, logo no começo das obras do Hospital Albert Einstein, e a data varia entre 1960 e 1961 nas fontes. Zarzur assumiu a empresa sozinho e tocou o Palácio que carregava o nome dos dois.
Antes do Mirante, a construtora já tinha uma folha de serviços respeitável na cidade:
- a ponte sobre o Tietê ligando Guarulhos à Penha, de 1954, cujas fundações exigiram explosivos para abrir a rocha;
- o Velódromo do Ibirapuera, para o IV Centenário, em concreto pré-moldado;
- o Monumento a Duque de Caxias, na Praça Princesa Isabel, com 41 metros de altura e estátua de Victor Brecheret, inaugurado em 1960;
- escolas do Convênio Escolar, como o Grupo Escolar do Canindé;
- o Hospital Albert Einstein, projeto de Rino Levi, inaugurado em 1971.
Nas décadas seguintes, a W. Zarzur diversificou para hotelaria, loteamentos, logística, agronegócio e energia. Zarzur tinha uma frase que a Câmara Municipal registrou como lema: "Inicie suas ideias, ponha em prática, não espere."
Como se construiu um prédio de 51 andares em concreto no fim dos anos 1950
O projeto data de 1958. Pela versão registrada na justificativa de um projeto de lei da Câmara Municipal, ele nasceu com 38 andares e foi reprojetado durante a obra para 51. Outra versão, do site Refúgios Urbanos, diz que o edifício previa 80 metros e que o então prefeito Adhemar de Barros autorizou a passagem dos 100 metros conforme a obra ganhava destaque. As duas histórias apontam para a mesma coisa: o prédio cresceu no meio do caminho, e cresceu por ambição. Zarzur queria que fosse o mais alto da América Latina, em parte como homenagem ao sócio morto.
O que tornava aquilo ousado era o material. A engenharia da época tratava arranha-céu como assunto de estrutura metálica. Zarzur contou, em entrevista à imprensa, que o Brasil ainda não fabricava aço na escala que a construção civil pedia, e por isso a saída foi o concreto armado. A justificativa da Câmara Municipal chega a dizer que o Palácio foi, na entrega, o maior edifício em concreto armado do mundo. É uma afirmação de defensores do homenageado, e vale tratá-la como tal, mas dá a medida do tamanho da aposta.
Rogério Atala, diretor de engenharia da W. Zarzur, descreveu à imprensa em 2020 o que significava aquilo na prática: subir material até o 50º andar sem grua e sem concreto bombeado. Cada saco de cimento e cada viga chegava ao alto por um sistema de logística que hoje parece improvável.
Os números divulgados sobre a obra, em fontes de divulgação sem indicação de origem primária, dão a escala: 250 mil sacos de cimento, 20 mil metros cúbicos de concreto, 5 mil toneladas de ferro, 25 mil metros quadrados de vidro e caixilhos, e fundações em estacas a 20 metros de profundidade.
A campanha contra a obra
Zarzur reclamou, anos depois, de uma campanha de boatos. Diziam que as regras da engenharia não permitiam um prédio daquele porte em concreto. Insinuaram que a construção derrubaria o Viaduto Santa Ifigênia, o que, nas palavras dele, não tinha base técnica nenhuma. E em 1972, depois do incêndio do Edifício Andraus, na Avenida São João, passou a circular que o próximo a pegar fogo seria o Palácio dele.
Essas histórias circulam na Wikipédia e na imprensa a partir de relatos do próprio engenheiro, e não encontrei documentação independente dos boatos. Servem, ao menos, para lembrar como a verticalização de São Paulo dava medo. Prédio alto, de concreto, ao lado de um viaduto belga de ferro: muita gente achou que aquilo ia dar errado.
Um prédio, três nomes
O edifício foi inaugurado como Palácio Zarzur & Kogan, em homenagem aos dois sócios. Ficou conhecido depois como Mirante do Vale, por causa do lugar e da vista. Hoje o nome de fachada é Palácio W. Zarzur, uma homenagem posterior ao construtor.
As datas dessas trocas variam de fonte para fonte, e isso precisa ser dito sem maquiagem:
- a Wikipédia em inglês diz que o nome Palácio Zarzur & Kogan valeu até 1988;
- o site São Paulo in Foco fala em 1985 para a virada para Mirante do Vale;
- o relato atribuído a Zarzur na Wikipédia em português liga o rebatismo ao boato de 1972, depois do Andraus, para tirar do prédio a associação com a tragédia;
- fontes de turismo e curiosidades afirmam que o nome W. Zarzur foi adotado em 2002, por iniciativa dos condôminos.
A versão do boato de 1972 e as datas de 1985 e 1988 não fecham entre si. Provavelmente houve mais de um momento de mudança, ou a memória dos entrevistados embaralhou o calendário. O dado firme é que o nome oficial de condomínio é Mirante do Vale e que Zarzur, segundo o relato reproduzido, continuou chamando o prédio pelo nome original.
Quando o Mirante era o mais alto: recordes e o fim do reinado
Antes do Mirante, o mais alto de São Paulo era o Edifício Altino Arantes, o Banespão, de 1947, com cerca de 161 metros, em art déco. O Edifício Itália, de 1965, tem 165 metros. O Mirante, com 170, passou a frente dos dois.
A partir daí:
- Tornou-se o edifício mais alto do Brasil e assim ficou por 48 anos, de 1966 a 2014, quando o Millennium Palace, de 177 metros, em Balneário Camboriú, o superou.
- Segundo a Wikipédia, foi o mais alto da América do Sul por um período até a inauguração do Edifício Coltejer, em Medellín, em 1972.
- Seguiu como o maior de São Paulo até 2022, quando o Platina 220, com 172 metros, foi inaugurado no Tatuapé, na zona leste.
Duas ressalvas de precisão. A contagem de "48 anos" costuma ser aplicada ao Brasil, e às vezes aparece por engano associada à cidade de São Paulo, que tem mais de cinco décadas no posto. E há divergência entre publicar 1960 (quando a obra teria alcançado a altura máxima, na leitura de algumas fontes) e 1966 (inauguração) como início do recorde.
Hoje o posto de mais alto da cidade mudou de mãos e pode mudar de novo. Empreendimentos anunciados para a zona sul de São Paulo, como o Alto das Nações e o EPIC Jardim Europa, com alturas na faixa dos 200 metros, tendem a empurrar o Mirante para posições mais baixas do ranking paulistano. Isso não altera a história: nenhum prédio brasileiro ficou tanto tempo no topo.
Por dentro do Mirante do Vale
A planta é repetitiva e sem enfeite: as unidades-padrão têm cerca de 50 metros quadrados, com banheiro. Charly Andral, empresário francês que comprou um apartamento no alto do prédio, descreve o Mirante como um monumento à burocracia, criado por um engenheiro que fez todos os andares iguais, de olho na rentabilidade. Andral não fala isso como crítica pura, e conta que gosta justamente do contraste entre a casca comercial e o uso que as pessoas fazem dela.
Nos números que circulam sobre o cotidiano do edifício, cerca de 10 mil pessoas trabalham ali, entre escritórios, lojas e equipe do condomínio, e algo como 30 mil circulam por dia. Esses valores vêm de fontes de divulgação e servem mais como ordem de grandeza do que como dado auditado.
Durante décadas, o topo vazado da estrutura de concreto serviu de suporte para painéis luminosos de marcas como Coca-Cola, Fanta e Sharp, em épocas diferentes. Faz parte da memória visual do centro, que o Anhangabaú aprendeu a ver de longe.
A própria construtora continua no prédio. A W. Zarzur ocupa os últimos andares e, segundo reportagem do Estadão de 2020, costuma alugar a cobertura para festas e eventos.
A aparência do prédio nunca foi unanimidade. O estilo é o internacional, de fachada modular, sem os ornamentos que fizeram a fama do Edifício Martinelli ou do Copan. Eu tenho a impressão de que esse é o motivo de o Mirante ter sido tão pouco celebrado por tanto tempo: ele não é um prédio que pede admiração, é um prédio que trabalha. Só que a vista de dentro é outra história.
Do escritório à moradia: a virada recente
Até o fim dos anos 2010, o Mirante do Vale era quase inteiramente comercial: escritórios de profissionais liberais, pequenas empresas, prestadores de serviço. Em outubro de 2020, o Estadão registrou uma mudança informal. Depois que o prédio adotou portaria 24 horas, dezenas de conjuntos começaram a ser reformados e usados como apartamento, com locação de curto e longo prazo em plataformas como Airbnb, Booking e QuintoAndar. Duas empresas de coliving, entre elas a Yuca, tinham unidades no prédio, com fila de espera.
O quadro tinha uma contradição documentada. A administração do edifício negou à reportagem haver apartamentos ali, e a Prefeitura informou que não havia processo em análise para mudança de uso. Ou seja, a ocupação residencial existia na prática e não na papelada. Vale acompanhar como o condomínio e o poder público tratam o assunto, porque a regularização do uso misto é uma discussão maior do centro de São Paulo, e o Mirante é seu caso mais visível.
Hoje há anúncios de estúdios para hospedagem no prédio em plataformas de reserva, e um dos exemplos mais peculiares é o Andar43, projeto do próprio Charly Andral: um apartamento no 43º andar transformado numa instalação de plantas da Mata Atlântica, que também recebe eventos e hóspedes.
Sampa Sky: o mirante de vidro no 42º andar
O Sampa Sky ocupa um andar inteiro do Mirante do Vale, o 42º, a cerca de 150 metros do chão. Foi inaugurado em 2021, tem uns 700 metros quadrados e reúne dois decks de vidro projetados para fora da fachada, um voltado para a Avenida Prestes Maia e a zona leste, outro para o Vale do Anhangabaú, o Viaduto Santa Ifigênia, o Farol Santander e o Mosteiro de São Bento. Depois da entrada, o visitante também encontra cafeteria, bar e cenários para foto.
O piso dos decks tem quatro camadas de vidro de 10 milímetros e três camadas de PVB estrutural, segundo a empresa. Em 24 de agosto de 2022, uma camada de um dos decks trincou e o espaço foi interditado para a troca do vidro. A empresa afirmou que a estrutura tem reforço e que não havia risco. O outro deck seguiu aberto, e o local voltou a funcionar normalmente depois do reparo.
Nas visitas mais antigas ao prédio, antes do Sampa Sky, os andares 46º a 50º eram usados como mirantes e tinham fluxo de visitantes. Hoje a visitação pública organizada se concentra no 42º andar.
Guia prático: como visitar o Mirante do Vale e o Sampa Sky
- Onde: entrada pela Praça Pedro Lessa, 110, em frente ao Viaduto Santa Ifigênia. O endereço da Avenida Prestes Maia, 241, é a entrada principal do condomínio.
- Como chegar: a estação de metrô mais próxima é a São Bento, na Linha 1-Azul. O prédio também fica a uma caminhada da Estação da Luz, da Sala São Paulo e da Pinacoteca.
- Horários informados em guias recentes: de terça a sexta, das 11h às 18h30; aos sábados e feriados, das 9h às 19h; aos domingos, das 9h às 17h. Fechado às segundas, segundo o padrão divulgado desde a abertura.
- Ingressos: vendidos online, com horário marcado. Os valores publicados em guias de 2025 foram de R$ 100 (inteira), R$ 50 (meia) e R$ 60 (social, com 1 kg de alimento não perecível) de terça a sexta, e R$ 120, R$ 60 e R$ 70 aos sábados, domingos e feriados. Crianças até 7 anos e 11 meses não pagam, quando acompanhadas de um responsável pagante. Confira os preços no site oficial antes de ir.
- Regras nos decks: cada visitante tem cerca de 1 minuto e meio de permanência por deck, com fila digital. Sapatos de couro e saltos não são permitidos, para proteger o vidro. Animais só em caixa ou bolsa de transporte com tela.
- Melhor hora: de manhã, para fila menor. Para o pôr do sol, a indicação de guias é chegar por volta das 15h30.
- Chegada: o horário do ingresso vale para a entrada no espaço, e não para o acesso aos decks. Chegue com uns 15 minutos de antecedência.
- Roteiro no entorno: Viaduto Santa Ifigênia, Vale do Anhangabaú, Mosteiro de São Bento, Farol Santander (o antigo Banespão), Edifício Itália e Praça da Sé.
Quem não quer pagar ingresso ainda pode circular pelos andares comuns do prédio em horário comercial. Na hospedagem em unidades do Mirante, a exigência é de visitantes só no horário de 8h às 20h, segundo o anúncio de uma plataforma de reservas, e a vista do corredor perto dos elevadores é uma das mais comentadas.
Perguntas frequentes sobre o Mirante do Vale
Qual é o nome oficial do Mirante do Vale? O nome do condomínio é Edifício Mirante do Vale. O prédio também é chamado de Palácio W. Zarzur, em homenagem a Waldomiro Zarzur, seu construtor. Foi inaugurado como Palácio Zarzur & Kogan.
Onde fica o Mirante do Vale? Fica no centro de São Paulo, na Avenida Prestes Maia, 241, ao lado do Vale do Anhangabaú e em frente ao Viaduto Santa Ifigênia. A entrada do mirante Sampa Sky é pela Praça Pedro Lessa, 110.
Quantos andares e quantos metros tem o Mirante do Vale? Tem 51 andares e 170 metros de altura, segundo a maior parte das fontes. Alguns sites de turismo citam 172 metros, mas 170 é o valor mais recorrente em listas de arranha-céus.
Quem construiu o Mirante do Vale? Foi projetado e construído pelos engenheiros Waldomiro Zarzur e Aron Kogan, sócios da Construtora Zarzur & Kogan. Kogan morreu em 1960 ou 1961, dependendo da fonte, durante as obras, e Zarzur terminou o edifício, entregue em 1966.
Quando o Mirante do Vale foi construído? As obras começaram em 1959 ou 1960, e o prédio foi inaugurado em 1966. O projeto é de 1958, segundo o registro da Câmara Municipal de São Paulo.
O Mirante do Vale ainda é o prédio mais alto de São Paulo? Não. Perdeu o posto em 2022 para o Platina 220, de 172 metros, no Tatuapé. Continuou sendo um dos mais altos da capital, e foi o mais alto do Brasil de 1966 a 2014.
Por que o Mirante do Vale parece mais baixo que o Edifício Itália ou o Banespão? Porque está no fundo do Vale do Anhangabaú, em terreno mais baixo. Vistos de cima, os prédios vizinhos parecem mais altos, embora o Mirante seja mais alto que ambos.
Dá para visitar o Mirante do Vale? Dá, pelo Sampa Sky, mirante de vidro no 42º andar, a cerca de 150 metros do chão. Os ingressos são vendidos online, com horário marcado. Guias recentes indicam funcionamento de terça a domingo.
Quanto custa o Sampa Sky? Guias de 2025 apontam R$ 100 (inteira) de terça a sexta e R$ 120 aos fins de semana e feriados, com meia-entrada e ingresso social mais baratos. Os preços mudam, então vale confirmar no site oficial.
Alguém mora no Mirante do Vale? Sim, de modo informal. O prédio é comercial, mas parte dos conjuntos foi reformada para uso residencial e de hospedagem. Em 2020 a administração negou haver apartamentos, e a Prefeitura não tinha processo de mudança de uso em análise.
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